Eu, criança, mantinha um diário mental, como esse blog, cheio de lembranças. Gostava de ter a idéia que minha mente era como se fosse uma caixa de guardados, nela ia deixando minhas recordações. Aos poucos , crescendo, fui percebendo que recordar não era o mesmo que reviver. Tentava voltar no breve passado, viver uma emoção repetidas vezes, esse era um dos meus hábitos preferidos.
Com algum tempo - ainda eu abrisse a caixa - vez por outra - os pensamentos e sentimentos assumiam cores cada vez mais apagadas e por vezes distorcidas. Um dia, já adulta, por algum motivo ou outro - tentei lembrar da sensação de solidão e liberdade que experimentava ao percorrer os caminhos que fazia para casa depois das aulas, tentei lembrar da independência de comprar com “meu” dinheiro o pão queijo ao sair da escola, – mas, por mais que forçasse a caixa imaginária não via mais meus guardados.
Percebi – sem que pudesse mudar isso - que a minha caixinha poderia até ser um cofre forte e seguro para guardar os meus queridos e/ou doloridos segredos, porém a chave do tempo nunca mais me permitiria abrir aquelas memórias. A garota da minha adolescência – real dona dos guardados - havia-se perdido para sempre, cresceu – tornou-se adulta - e levou consigo o real significado daqueles tempos.
Com algum tempo - ainda eu abrisse a caixa - vez por outra - os pensamentos e sentimentos assumiam cores cada vez mais apagadas e por vezes distorcidas. Um dia, já adulta, por algum motivo ou outro - tentei lembrar da sensação de solidão e liberdade que experimentava ao percorrer os caminhos que fazia para casa depois das aulas, tentei lembrar da independência de comprar com “meu” dinheiro o pão queijo ao sair da escola, – mas, por mais que forçasse a caixa imaginária não via mais meus guardados.
Percebi – sem que pudesse mudar isso - que a minha caixinha poderia até ser um cofre forte e seguro para guardar os meus queridos e/ou doloridos segredos, porém a chave do tempo nunca mais me permitiria abrir aquelas memórias. A garota da minha adolescência – real dona dos guardados - havia-se perdido para sempre, cresceu – tornou-se adulta - e levou consigo o real significado daqueles tempos.
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